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Caso Letycia Peixoto completa 3 anos sem julgamento em Campos dos Goytacazes

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Crime que chocou o Norte Fluminense em 2023 segue sem data para júri popular; processo está parado por recursos da defesa.

Acusados pela morte de Letycia Peixoto foram pronunciados, mas recursos atrasam júri popular. — Foto: Edson Araujo/g1

O assassinato de Letycia Peixoto completou três anos nesta terça-feira (3) sem que os acusados tenham sido julgados. O crime ocorreu em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, em 3 de março de 2023.

Letycia tinha 31 anos e estava grávida de oito meses quando foi morta a tiros dentro do carro da empresa onde trabalhava, estacionado em frente à casa onde morava, no bairro Parque Aurora.

Segundo as investigações, dois homens em uma motocicleta se aproximaram do veículo e efetuaram vários disparos. A vítima morreu no local. O bebê, que se chamaria Hugo, também não resistiu.

Investigação apontou mandante

De acordo com a investigação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o então companheiro da vítima, Diogo Viola de Nadai, foi preso e apontado como mandante do crime.

Outras três pessoas também foram detidas:

• um suspeito de atuar como intermediário
• dois homens apontados como executores do assassinato

Os quatro réus foram pronunciados pela Justiça, o que significa que devem ser julgados pelo Tribunal do Júri.

Processo segue sem data para julgamento

Apesar da decisão judicial, não há data definida para o julgamento.

Segundo o advogado assistente de acusação, o processo está parado por causa de recursos apresentados pela defesa.

Entre os pedidos está o desaforamento do júri, que solicita a transferência do julgamento para outra cidade, sob a alegação de que a grande repercussão do caso poderia influenciar os jurados.

Além disso, há recursos apresentados em tribunais superiores em Brasília.

Família cobra Justiça

Familiares de Letycia afirmam que a demora aumenta a sensação de injustiça.

Segundo parentes da vítima, a família segue aguardando que o caso seja levado a julgamento e que haja uma resposta definitiva da Justiça.

Enquanto os recursos não forem analisados, o processo continua sem previsão para a realização do júri popular.

Fonte: g1